VaniaFerro

Wednesday, November 22, 2006

ANDY WAHROL E A BIENAL DE VENEZA




Escrevi este relato por achar que cotidianamente não falamos em nenhum nome dos mestres das artes, então o faço para sair da mesmice.

Viver em Goiânia é um presente dos deuses que até o santo desconfia, por isto ficamos doidos para conseguir algo que faz diferença.

No ano de 1996, estive na França, com o propósito de visualizar a paisagem o relevo, e visitar os museus como: Louvre, Rodan, Dali, Picasso, D’orsai, e George Pompidou, este último que é o de artes mais modernas. Vi trabalhos de quase todos os mestres da história da arte. Fui também ao sul da França onde visitei o Museu de Matisse em Nice além de Las Vegas, São Carlos, Mônaco, como também o Museu de Cezane em Ax a Provance. Armazenei experiências para meus trabalhos.

Por ter conhecido de perto as obras de Cezane, me impulsionou a trabalhar a série das rochas de Parauna. Pintei a torre Eifel em um quadro juntamente com as rochas de minha cidade, e foi adquirido pelo jornal Anhanguera e está sempre na sala de entrada das Organizações Jaime Câmara, do lado de baixo do prédio.

Tive agora 24/10 a 25/11/2006 a oportunidade de ir à Barcelona EP, onde minha filha Taynara está fazendo pós-graduação em urbanismo. Aproveitei para uma reciclagem nos Museus, Fundações e Galerias.

Na primeira semana foi para adaptar às mudanças do fuso horário e às muitas informações tão diferenciadas como aprender deslocar sozinha para que pudesse ficar “andando com minhas próprias pernas” ficando mais independente e conseguir uma agenda que me permitisse diariamente desenhar pela manhã que era meu propósito.

Escolhi a Estação Catalunha, e como gosto de desenhar pessoas encontrei-me, nas Las Ramblas, pela beleza, poesia, dos bate papos, encontros das pessoas tipicamente Espanholas, onde pude sem me esforçar cumprir meu propósito. Enquanto me adaptava fiz algumas visitas à Igreja Sagrada Família, que ficava próximo, dez quadras de onde tinha me hospedado, projetada pelo arquiteto Gaudi, chamado Arquiteto de Deus. Às vezes assistia as missas, em língua catalã. Fiquei mesmo apaixonada pelas obras dele. Observei que propagavam nos Aut doors da cidade frases rimando: Picasso, Dali, Miró e Gaudi, que são os quatro gênios da Espanha. Fiquei impregnada dos trabalhos, mosaicos, de suas obras com as formas dele no Park Guell onde está instalado a Casa-Museu Gaudi. Ainda lá sonhei que meu marido, estava construindo seus projetos como de costume e tinham as formas das do Gaudi, no meu sonho fiquei encantada, pois era por ter a mesma tonalidade de luz.

MACBA - Museu d’art Contemporani de Barcelona, tenta construir um modelo que permite entender melhor o momento atual e configurar uma memória crítica da arte dos últimos cinquenta anos sem perder de vista a realidade cultural e política concreta de Barcelona. Mostra obras de catalans, espanyols e internacionals. Visitei entre outras uma retrospectiva do artista importante em termos de mundo: George Brecht, de Nueva York. No MACBA.

As visitas aos Museus às faziam sempre às tardes, e à noite ficava com minha filha, que aproveitávamos para conhecer alguns bairros onde pudéssemos ter uma programação artística. Fomos a um vernissage inesquecível no bairro Gótico. Quanta gente linda! Com apresentações literárias, com falas e poemas. VII Ruta del Arte del Barrio Gótico, surgido de uma Fundação Privada para exposições de Arte Contemporânea, com o objetivo de fomentar uma nova dinâmica cultural no bairro Gótico que permite divulgar e difundir as diferentes formas de criações vinculadas às artes visuais, mediantes exposições, performances e outras iniciativas culturais. Formam parte do projeto Rota da arte, entidades vinculadas à imagem, a arte e a criatividade, que são verdadeiros potenciais de intervenção na cidade.

Na Praça Espanya fica Museu Nacional de Arte Contemporânea, um Palácio onde acomoda a maior coleção de artes de Barcelona desde os primórdios da arte Românica, da Gótica Renascença e arte Moderna. Vi de perto

Toulouse-Lautrec 1892, fotografias de artistas catalães, esculturas dos primórdios destas escolas.

Notei como valorizam os artistas da terra, as mostras têm destaques.

Na Fundação Caixa Fórum as mostras de artes são mais para modernismo. Onde vi um dos escultores mais importantes do séc. XX, Henry Moore. Sua arte oscila entre o figurativo e o abstrato. Fiquei impressionadíssima com a personalidade e a beleza de sua obra.

Por duas vezes fui à Fundação Toni Tapies, onde aconteciam mostras do próprio artista e de artistas contemporâneos.

Fundação Miró: Onde se conhecem a verdadeira obra do mestre, fantástica a coleção do artista e outros, como: Henry Moore, H. Anglada-Camarasa etc.

Nos primeiros domingos do mês os Museus são de graça. Fui ao de Picasso onde pude visitar uma mostra de desenhos de fase mais antiga, o que não havia conhecido ainda, além de suas pinturas modernas cubistas, que já as conhecia em seu Museu de paris.

Viajei à Figueras que fica a três horas de Barcelona, onde visitei o Museu Dali. Vi meu mestre de perto pela terceira vez. Vi uma vez em São Paulo, outra em Paris no também Museu Dali. Embriago com sua alquimia sul-realista.

Visitei algumas galerias como a Barcelona que fica próxima a Fundação Toni Tapies, estava mostrando os trabalhos da Alemã Silvia Hornig. Uma Galeria onde qualquer artista brasileiro gostaria e expor seus trabalhos. Fiz o contato e deixei alguns catálogos prometendo enviar material para serem analisados. Uma outra no Passeio de Grácia, peguei o endereço eletrônico para mandar material.

Juntamente com minha filha e um amigo dela, fomos à Itália, numa viagem cultural, onde visitamos a 1a Biennale de Venezia e 10. Mostra Internazionale di Architettura. Acontece em Città di Pietra até 19 de novembro. Fomos para Ferrara cidade que fica a 150 km de Veneza, onde mora este amigo de nome Simone foi quando conhecemos seus familiares, pessoas receptivas inesquecíveis. No outro dia pegamos o trem de manhã para Veneza, passamos todo o dia visitando a Bienal. Vimos Oscar Niemaier representando o Brasil, vimos uma casa montada por um grupo de arquitetos franceses que mostram como se constrói uma obra, seria como uma casa de artistas que vemos na TV, mostrando o cotidiano do grupo: a sela onde dormem como fazem comida e toda rotina deles durante o tempo em que durar a mostra. Vimos projetos arquitetônicos espaciais fantásticos e também os submersos. Galpões onde moram ou dormem milhares pessoas numa espécie de beliches um acima e ao lado de outras mulheres nuas como na foto. Chamou-me muita a atenção que algumas mostras são Instalações às vezes performáticas como nas artes plásticas. No caso do grupo de arquitetos da França. Uma outra maquete escultura dos japoneses onde se construiu vários blocos de prédios como uma cidade cemitério de túmulos, futuristas.

Hospedamos em uma casa estúdio que tem uma espécie de tapa água uma tábua de uns cinquenta centímetros de altura que colocam na porta de entrada para quando a água subir não perturbar. O casal de arquiteto de nome Miquelle e Constatina foi muito amável em nos receber. São amigos de minha filha, ele estava participando da Bienal. Saiam pela manhã de casa para o trabalho deixando um mapa onde deveríamos passar para conhecer os pontos interessantes, antes de ir para a Bienal, como: mercado, Praça São Marcos, Igrejas, Museus, galerias e que condução aquática deveríamos tomar etc. Fomos ao Museu Palazzo Venier del Leoni que estava mostrando a coleção de Peggi Guggenheim onde vimos Mondrian, Picasso, artistas da pop art, como: Andy Wahrol, Frank Stella, Vimos francis Bacon, Beuys, Jean Tinguely, Roy Lichtenstein, De kooning, Henry Moore etc. Visitamos a Galleria Luigi Proietti, ufa!! Estávamos mesmo exaustas, mas fez a diferença.

Vaniaferro

Artista Plástica

20/11/06